Empreendedorismo rural no Brasil

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Empreendedorismo rural no Brasil é um tema muito oportuno.

As unidades produtoras estão geograficamente afastadas dos grandes centros urbanos.

E esta condição, limita o acesso aos mercados consumidores principais.

Da porteira pra dentro, nas áreas produtivas, há organizações de todos os tipos:

aquelas totalmente desenvolvidas e estruturadas, outras totalmente arcaicas e amadoras.

Da porteira pra fora, nas áreas de deslocamento, a infra-estrutura, que deveria ser uma responsabilidade governamental, dificulta a movimentação de mercadorias.

O empreendedorismo rural fora do Brasil é valorizado e levado à sério.

No Brasil, o homem do campo sente-se desprestigiado em relação aos homens das grandes cidades.

Esta consideração é dada pelo nível de investimentos dos governos proporcionalmente destinados às cidades.

Para os pequenos agricultores rurais, há programas de financiamento, que foram desenvolvidos para gerar recursos às famílias que trabalham no campo.

Um exemplo é o Pronaf (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar), saiba mais no site do Pronaf.

Mas a base da educação do campo dificulta que estes agricultores familiares tornem-se Empreendedores rurais.

Como poderíamos iniciar este processo de estímulo e transformação?

O empreendedorismo rural poderia ser estimulado se:

#1. Houvessem nas comunidades rurais ambientes estruturados para tratar de negócios, com moderadores;

#2. As trocas de experiência entre os agricultores fossem mais constantes;

#3. Os filhos de agricultores pudessem ter educação superior nas cidades e trouxessem as melhorias para a agricultura;

#4. Houvessem atividades empreendedoras para indicar práticas aplicáveis de gestão para as famílias;

Quando leio as questões acima, me pergunto se é possível fazermos estas transformações em larga escala, ou se isso requer décadas de investimento.

Se eu entrego um lote de terra para uma família viver de subsistência, essa é um tipo de situação.

Quando eu crio um estímulo para que esta mesma família produza para vender, esta situação é muito diferente.

Nesta segunda situação, uma série de fatores deveriam ser considerados para que a atividade seja sustentável com o tempo.

O treinamento de empreendedorismo rural, precisaria ser como as catequizações dos jesuítas.

Multiplicados e replicados muitas vezes, ao longo do tempo, para fazerem parte da nova cultura nacional no campo.

Quem seriam os “jesuítas catequizadores” para massificar o conhecimento empreendedor?

Qual seria a cartilha a ser adotada para estas comunidades?

Podemos nos organizar enquanto sociedade para viabilizar um projeto desta magnitude?

Precisaríamos de ajuda governamental para isso?

É possível, que no Brasil, alguma iniciativa de capacitação em escala possa acontecer.

Mas temos por natureza algumas questões a serem consideradas:

  • Cultura individualista;
  • Aversão ao risco em nível elevado;
  • Planejamento visando curtíssimo prazo;
  • Problemas de infra-estrutura para escoamento da produção;

Temos também:

  • Tecnologia a serviço da comunidade; (drones, internet, treinamentos à distância)
  • Estados brasileiros que já possuem programas específicos; (esse mapeamento poderá ser aproveitado)
  • Jovens com desejo e iniciativa para transformar a sociedade;

Entendo que as condições para o empreendedorismo rural estão longe de serem ideais.

Mas temos chances.

E então, acha que temos elementos para aprofundarmos esta discussão? Eu acho que sim.

Agradeço ter vindo até aqui nesta leitura, e convido para conhecer outros artigos meus:

Empresas Familiares [ artigo ]Limitações para o empreendedorismo no Brasil [ artigo ]Porque investir em empreendedorismo [ artigo ]

um abraço e até a próxima!

Rodrigo.

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